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Brasil

Caso Marielle: após 60 dias, polícia confirma participação de milícias

Divisão de Homicídios da Polícia Civil do Rio de Janeiro vai confrontar os dados com o depoimento de um delator

13 de Maio de 2018 - 07:10hs

Caso Marielle: após 60 dias, polícia confirma participação de milícias

© Ricardo Moraes / reuters


Já não há dúvidas em relação à participação de milicianos, policiais e ex-policiais nas execuções da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do seu motorista, Anderson Gomes, por parte dos investigadores. O crime ocorrido no último dia 14 de março, há exatos 60 dias, continua sendo investigado. Nesta etapa, na tentativa de descobrir se os suspeitos estiveram na região próxima ao duplo homicídio naquela data, seus nomes estão sendo cruzados com dados de telefones celulares, conforme relata o G1.

Ainda não foi confirmado o motivo da execução, mas segundo polícias ouvidos pelo portal as diferentes linhas de investigação foram reunidas em um único caminho a seguir para identificar a autoria do crime. Os nomes dos suspeitos foram obtidos através de depoimentos e investigações com números de telefones.

Agora, a Divisão de Homicídios da Polícia Civil do Rio de Janeiro vai confrontar os dados com o depoimento de um delator, ex-miliciano, prestado em abril a três delegados federais. O homem segue sob proteção do Estado do Rio de Janeiro.

Na delação foram apresentados mais de 10 nomes de possíveis envolvidos no caso. Entre os delatados, polícias reformados e na ativa, além dos supostos mandantes da execução: o ex-PM Orlando de Oliveira Araújo, que da cadeia comandaria uma milícia na Zona Oeste do Rio, e o vereador Marcello Siciliano (PHS), cuja base eleitoral está na mesma região da capital.

O ministro da Segurança Pública Raul Jungmann confirmou na última quinta-feira (10) que entre os investigados do caso estão um vereador, um policial militar e um ex-PM preso sob acusação de comandar uma milícia. "O que eu posso dizer é que esses e outros são investigados e que a investigação do caso Marielle está chegando à sua etapa final, e eu acredito que em breve nós devemos ter resultados”, disse o ministro ao G1.

 

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