Mossoró 18 de Janeiro de 2019 21:52h
Saúde

Interventores detalham valores enviados pelo SUS para a APAMIM

Equipe interventora evidenciou a estrutura e trabalho da unidade hospitalar

12 de Novembro de 2018 - 13:59hs

Interventores do Hospital Maternidade Almeida Castro encaminharam nesta segunda-feira (12) detalhamento sobre a operacionalidade e os repasses do Sistema Único de Saúde (SUS) para a Associação de Assistência e Proteção à Maternidade e à Infância de Mossoró (Apamim/Mossoró), entidade responsável pela unidade hospitalar.

INTERVENÇÃO E PROCESSOS

Intervenção começou em outubro de 2014

São 5 processos, sendo que 2 da Justiça Estadual, 2 na Justiça do Trabalho e 1 na Justiça Federal.

LEITOS

Quando começou a intervenção, o Hospital Maternidade Almeida Castro estava fechado.

Atualmente são 180 leitos funcionando

17 leitos de UTI neonatal - começou com 7

13 leitos de UCINCO –  começou com 8

18 leitos de UCINCA – começou com 8

08 leitos de UTI Adulto – começou com 5

 

TAXA DE OCUPAÇÃO E INSTALAÇÕES

Taxa de ocupação acima de 90%

UTI neonatal construída nova estrutura física e novos equipamentos (novembro de 2016)

Centro Obstétrico reconstruído e novos equipamentos (novembro de 2017)

UCINCa construído e equipado (novembro de 2015)

UCINCo reformado (novembro de 2016)

PARTOS

Média de 18,5 partos ao dia (estatística dos primeiros seis meses de 2018)

10% destes partos são de bebês de baixo peso

15% são bebês que nascem prematuros

47% dos partos são de mulheres de Mossoró/RN

53% dos partos são de mulheres de outras regiões, inclusive de estados vizinhos

 

Para fazer funcionar tamanha estrutura, são cerca de 450 servidores

CUSTEIO

O Sistema Único de Saúde envia um valor fixo de R$ 1.130.000,00/mês para o Hospital Maternidade Almeida Castro.

SUS envia média de R$ 800 mil/ mês referente à produção (maternidade presta o serviço, informa ao SUS, o município de Mossoró faz auditoria nesta prestação de contas, e o SUS envia o pagamento por estes serviços, geralmente no dia 10 de cada mês, via Fundo Nacional de Saúde para o Fundo Municipal de Saúde).

COOPERATIVAS

Como a Prefeitura de Mossoró não tem maternidade para atendimento de baixa e média complexidade (responsabilidade do município), o juiz interventor determinou que a Prefeitura de Mossoró mantivesse os contratos com a CAM, NGO e NeoClinica (já havia antes da intervenção) para que os médicos destas cooperativas continuassem atendendo na Maternidade Almeida Castro durante a intervenção. Este contrato é feito entre Prefeitura e as cooperativas.

Valor médio destinado a essas 3 clinicas — R$ 700 mil.

Quando o Governo do Estado fechou o Hospital da Mulher, transferiu os serviços das cinco cooperativas (Cooperfisio, CAM, NeoClinica, NGO e SAMA) para o Hospital Maternidade Almeida Castro. Isto está consignado na decisão judicial de 28 de setembro de 2016.  Estes contratos são entre Estado e cooperativas.

Valor médio destes 5 contratos é de R$ 900 mil/mês

Faça seu comentário

Canal Acontece RN

VT "Autismo: entenda o ritmo de cada um"