Mossoró 20 de Julho de 2019 04:33h
Polícia

Pedreiro acusado de matar e enterrar menina de 12 anos em Natal vai a júri popular nesta quarta (19)

Marcondes Gomes da Silva senta no banco dos réus. Segundo a acusação, Iasmin Lorena foi morta porque se recusou a ter relações sexuais com o pedreiro.

19 de Junho de 2019 - 09:03hs

Durante a audiência de instrução, na qual foi sentenciado a ir a júri popular, Marcondes se recusou a comentar as acusações — Foto: Klênyo Galvão/Inter TV Cabugi

Foto: Klênyo Galvão/Inter TV Cabugi

Do G1RN

Está marcado para começar às 8h30 desta quarta-feira (19) o júri popular do pedreiro Marcondes Gomes da Silva, acusado de matar a estudante Iasmin Lorena Pereira de Melo, de 12 anos – crime ocorrido em março do ano passado na comunidade da África, no bairro da Redinha, Zona Norte de Natal. O julgamento acontece no Tribunal do Júri do Fórum Miguel Seabra Fagundes, no bairro de Lagoa Nova.

Marcondes responde pelos seguintes crimes:

 

  • Homicídio doloso triplamente qualificado (motivo fútil, impossibilidade de defesa da vítima e emprego de meio cruel);
  • Estupro de vulnerável;
  • Ocultação de cadáver.

 

"Nada vai trazer a Iasmin de volta, mas a aplicação de uma pena rigorosa, bem acima dos 20 anos de reclusão, vai aliviar um pouco a dor da família da menina", disse o advogado Emanuel Grilo, que vai atuar no julgamento como assistente de acusação.

Iasmin Lorena tinha 12 anos — Foto: Arquivo da Família/cedida

Iasmin Lorena tinha 12 anos — Foto: Arquivo da Família/cedida

“Queremos que seja feita Justiça”, disse Marinalva Felix, tia de Iasmin, enquanto aguardava o início do julgamento.

“Queremos que seja feita Justiça”, disse Marinalva Felix, tia de Iasmin  — Foto: Mariana Rocha/Inter TV Cabugi

“Queremos que seja feita Justiça”, disse Marinalva Felix, tia de Iasmin — Foto: Mariana Rocha/Inter TV Cabugi

Negação 

Durante a audiência de instrução realizada em abril, na qual foi sentenciado a ir a júri popular, Marcondes se recusou a comentar as acusações. Disse que só vai falar durante o julgamento, mas negou os crimes apesar de ter confessado a morte da menina logo após ser preso. 

Confissão 

Marcondes, que era amigo da família da menina, foi preso no dia 26 de abril. O pedreiro estava em uma praia no município de Touros, no Litoral Norte do estado.

Pedreiro Marcondes Gomes da Silva, suspeito do desaparecimento de Iasmin Lorena, em Natal, foi preso no litoral potiguar — Foto: PM/Divulgação

Ao ser detido, Marcondes admitiu ter matado Iasmin. Ele contou que agiu sozinho, e disse que matou a menina após ela se negar a ter relações sexuais com ele. O pedreiro ainda passou um tempo na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, em Nísia Floresta, mas em setembro foi transferido para a Penitenciária Estadual de Parnamirim.

O desaparecimento 

Iasmin foi vista com vida pela última vez por volta das 13h do dia 28 de março de 2018. De acordo com a família, a menina saiu de casa, na Rua José Acácio de Macedo, na comunidade da África, na Redinha, para entregar um dinheiro a uma vizinha a pedido da mãe. Porém, ela não chegou ao destino. A mulher que receberia o dinheiro mora em uma rua próxima, e disse que a menina não apareceu por lá. A família então procurou a polícia e registrou o desaparecimento da garota. Foi quando começaram as buscas por Iasmim.

Corpo encontrado 

No dia 24 de abril, quase um mês depois do desaparecimento, cães farejadores do canil do Batalhão de Choque da Polícia Militar ajudaram a encontrar o corpo da menina. O cadáver estava enterrado dentro de uma casa em construção na Rua José Acácio de Macedo, a mesma rua onde Iasmin morava com sua família. Antes de ser enterrada, a menina foi estrangulada com um cabo de aço de bicicleta. 

Identificação 

O corpo de Iasmin só foi oficialmente identificado 56 dias depois de ser encontrado. Foi preciso um exame de DNA, pois o cadáver estava em avançado estado de decomposição. Somente então pôde ser liberado para a família e sepultado.

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