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Projeto Governo Cidadão investe no empoderamento feminino

O empoderamento feminino – pela contratação de mulheres para as obras financiadas ou pela destinação de recursos diretamente a elas – é um dos objetivos do projeto.

11 de Fevereiro de 2020 - 10:27hs

Quem vê o rosto juvenil da engenheira civil Bárbara Dantas nem imagina o tamanho da sua responsabilidade. A imagem da mulher de 25 anos, que, à primeira vista, pode até parecer frágil, ganha outra dimensão quando se acompanha a atuação dela no canteiro de obras – madura, firme, profissional.

Bárbara é uma das mulheres que têm a oportunidade de mostrar seu valor e capacidade no Projeto Integrado de Desenvolvimento Sustentável do RN – o Governo Cidadão –, realizado com recursos do empréstimo do Banco Mundial. O empoderamento feminino – pela contratação de mulheres para as obras financiadas ou pela destinação de recursos diretamente a elas – é um dos objetivos do projeto. 

Além de Bárbara, existem outras 16 profissionais comandando a execução de obras nas 31 empresas de construção civil contratadas mediante licitação. Entregando já a sexta obra em sua curta carreira profissional – a Escola Estadual Dinarte Mariz, no bairro de Mãe Luiza, em Natal, ela conta que essa é a categoria de serviço que lhe dá mais prazer em liderar.

“Eu sou muito feliz por estar onde estou. Já tive problemas por ser mulher e ter pouca idade, em meio um ambiente tipicamente masculino. Mas aprendi a me impor, a mostrar que capacidade independe de gênero. O certo é que aqui me realizo, principalmente quando entrego sonhos, quando entrego futuro. E escola é isso”, afirma a engenheira.

Campo feminino

O empoderamento é expressivo também no âmbito das ações e subprojetos voltados para a economia solidária e inclusão produtiva, com foco no desenvolvimento sustentável da agricultura familiar. As beneficiárias dos 328 subprojetos estão produzindo no campo, nas agroindústrias, nas minifábricas de confecções, se firmando no mercado e frente às famílias. São cerca de 5.700 mulheres beneficiadas diretamente, o que corresponde a 56% do universo de 10.200 mil beneficiários. Deste grupo, 120 presidem as associações e cooperativas responsáveis pelos contratos, 174 comandam as secretarias e 239 são responsáveis pela gestão financeira dessas instituições.

Patrícia Germano, de 28 anos, é uma das mulheres em posição de liderança. Ela preside o Clube de Mães Tereza Celestino Dantas, que mantém uma unidade de beneficiamento de frutas para produção de polpa no Povoado da Cruz, no município de Currais Novos. Os desafios diários, diz, são bastante exaustivos para quem, além de cogestora do empreendimento, ainda é dona de casa, mãe, esposa e universitária.

“Liderar um grupo não é fácil, ainda mais quando enfrentamos uma sociedade desigual no que diz respeito à relação de homens e mulheres. Mas seguimos na luta pela paridade de direitos e deveres, garantindo igualdade na renda para mulheres e homens, para o desenvolvimento da nossa comunidade e para o fortalecimento dessa consciência coletiva”, acrescenta Patrícia.

Mulheres e líderes

O quadro de gestores do Governo Cidadão também espelha a diretriz do Banco Mundial, de fortalecer a inclusão das mulheres. Dos 244 servidores contratados – entre consultores, funcionários públicos de carreira, terceirizados e estagiários – quase a metade (118) são mulheres; destas, 15 são chefes de setores ou de Unidades Executoras Setoriais (UES), contra 11 coordenadores do sexo masculino.

"Entendemos que ao abrir as portas para jovens mulheres, estamos fortalecendo a luta contra a desigualdade de gênero, na medida em que elas ganham autonomia e voz em meio aos colegas de trabalho, e se tornam protagonistas de suas próprias histórias”, explica Ana Guedes, gerente executiva do Governo Cidadão.

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