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Educação

SEEC realiza sorteio de escolas que integrarão o programa Jovem de Futuro

O RN conta com 243 escolas de Ensino Médio aptas a participar do processo de escolha. O sorteio visa criar dois grupos de escolas: o de controle e o de tratamento. Das 243 escolas com perfil que as habilita a receberem a metodologia do JF, 143 unidades serão sorteadas para implementação imediata (tratamento) e 100 unidades configurarão um grupo de controle, que segue recebendo todas as políticas da Educação do RN.

21 de Março de 2017 - 09:45hs

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Nesta quarta-feira (22), às 9h, a Secretaria de Estado da Educação e da Cultura, realiza sorteio das escolas de Ensino Médio que farão parte do programa Jovem de Futuro, uma parceria da SEEC com o Instituto Unibanco, que possibilitará o aperfeiçoamento contínuo da gestão escolar para alcançar melhores resultados na aprendizagem. O sorteio acontecerá no Auditório Angélica Moura, localizado no edifício sede da SEEC, no Centro Administrativo do Estado.

Partindo do pressuposto que a gestão escolar desempenha papel central na organização e articulação dos processos de aprendizagem, o Instituto Unibanco disponibilizará para um grupo de escolas o programa Jovem de Futuro (JF), uma tecnologia educacional concebida para o aperfeiçoamento contínuo da gestão escolar orientada para resultados de aprendizagem.

O RN conta com 243 escolas de Ensino Médio aptas a participar do processo de escolha. O sorteio visa criar dois grupos de escolas: o de controle e o de tratamento. Das 243 escolas com perfil que as habilita a receberem a metodologia do JF, 143 unidades serão sorteadas para implementação imediata (tratamento) e 100 unidades configurarão um grupo de controle, que segue recebendo todas as políticas da Educação do RN.

O sorteio, que deve reunir um público estimado de 120 pessoas, contará com a presença dos diretores, coordenadores pedagógicos das 16 Diretorias Regionais de Educação, dos diretores e coordenadores pedagógicos de 54 escolas da 1ª Dired, além dos gestores das escolas da sede da 2ª e 5ª Dired. A escolha das escolas será acompanhada, também, por técnicos da SEEC e pela equipe de implementação de projetos do Instituto Unibanco. 

O objetivo do Jovem de Futuro é melhorar a qualidade do Ensino Médio, por meio da promoção da gestão escolar orientada para resultados. Para isso, o programa está estruturado em cinco eixos: Assessoria técnica (definição de metas por escola com articulação estratégica para um alcance coletivo de resultados de aprendizagem e implantação do Circuito de Gestão nas escolas com engajamento dos atores escolares); Formação (disponibilização de conhecimentos teórico-técnicos e instrumentais utilizando estratégias de mobilização dos atores das diversas instâncias do sistema estadual de ensino); Sistemas (disponibilização de sistemas virtuais que dão suporte para os outros eixos); Monitoramento e avaliação (análise continua da implementação, pesquisas de resultados e análise de impacto) e Comunicação (Plano estratégico com política de relacionamento, produtos e ferramentas de divulgação e mobilização). 

A parceria entre a SEEC e o Instituto Unibanco prima pela melhoraria da qualidade do ensino médio da rede pública estadual por meio da promoção da gestão escolar orientada para resultados, onde a participação no projeto auxilie as equipes gestoras a ampliarem o olhar, o cuidado e as intervenções no campo da gestão estratégica e da gestão de processos da rotina da escola, a fim de produzir impactos efetivos na qualidade da oferta educativa.

Metodologia do sorteio 

A avaliação considerada “padrão-ouro” para o cálculo de impacto é chamada de experimento ou avaliação pelo método de aleatorização. Ela é capaz de determinar o efeito de uma política ou programa sobre seus beneficiários. Consiste em aplicar o programa para determinado grupo de pessoas (denominado grupo de tratamento) e manter um outro grupo sem o programa para fins de comparação (denominado grupo de controle).

Para que o grupo de controle possa representar o grupo de tratamento na situação hipotética de ele não ter recebido o tratamento, é necessário que ambos os grupos possuam características semelhantes antes de se começar o programa. O que garante isso é a aleatorização ou o sorteio: ao sortear as escolas que receberão o tratamento dentro de um grupo elegível de indivíduos ou escolas para recebê-lo, garante-se que tanto as características observáveis (tamanho, nível socieconômico etc.) quanto as não observáveis (engajamento do diretor, vontade de aprender dos alunos) esteja balanceada entre os dois grupos.

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