Mossoró 23 de Janeiro de 2020 12:27h
Economia

Setores econômicos do RN creem que prejuízo de empresas estão reduzindo após chegada de Michel Temer

Lideranças de órgãos como Sebrae e FIERN apontam boas projeções para a economia do estado com governo do peemedebista

17 de Setembro de 2016 - 10:51hs

Amaro Sales - Presidente da FIERN

Com pouco mais de duas semanas de gestão, o governo de Michel Temer dá esperanças aos empresários que esperam que suas medidas econômicas e as novas reformas trabalhistas sejam benéficas para o setor. Zeca Melo, Superintendente do Sebrae, instituição de apoio às micro e pequenas empresas, diz que as expectativas são otimistas. “Os indicadores apontam a redução dos índices de prejuízo das empresas, mas eu penso que isso poderia estar acontecendo em uma velocidade maior. Durante as campanhas eleitorais, as discussões estão sendo reduzidas, mas tirar o país da crise é o mais importante”.

Para regulamentar essas medidas, nesta última quinta-feira (15), deputados falaram sobre a criação de uma Câmara Setorial que serviria para reunir trabalhadores e empregados, com objetivo de gerar mais empregos. A estratégia serviria para alinhar trabalhos setoriais com os novos projetos de ajuste fiscal para atrair investimentos e fazer com que haja a retomada do crescimento econômico nacional e dentro das empresas. Essas medidas buscam fazer com que expectativas dos empresários sejam atingidas, mas nenhuma confirmação foi dada pelo Palácio do Planalto ainda.

Amaro Sales, presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (Fiern), explica que os empresários brasileiros estão dando bastante credibilidade às propostas atuais para o comércio, mas que essa credibilidade está sendo afetada pela demora na obtenção dos resultados. Para ele, “os empresários buscam taxas de juros mais atrativas e flexibilidade na negociação dos encargos e o governo está demorando para debater essas questões”.

As propostas de parcerias público-privadas sugeridas pelo governo Temer são a grande atração dos empresários que encontram nesses modelos oportunidade de crescimento. Porém, a falta desse tipo de investimento no Nordeste – e mais especificamente no Rio Grande do Norte – deixam as perspectivas baixas.

Por outro lado, os trabalhadores estão inseguros sobre as medidas das novas Leis Trabalhistas, cuja proposta principal é um regime de trabalho com 12 horas diárias, quatro a mais do que a carga horária atual. Outra preocupação são os dois novos modelos de contratação propostos que levam em conta as horas trabalhadas e a produtividade. A preocupação gira em torno do aumento demasiado do tempo de trabalho sem que haja um retorno financeiro real.

*agoraRN

 

Faça seu comentário

Canal Acontece RN

VT institucional - Portal Acontece