Mossoró 23 de Setembro de 2019 04:23h
Eleições 2018

Vitória de Fátima Bezerra confirma insucesso de grupos tradicionais nas eleições deste ano

O oponente de Fátima Bezerra na disputa pelo Governo do Estado, Carlos Eduardo, representa a família Alves, grupo tradicional da política potiguar

28 de Outubro de 2018 - 19:07hs

Líder das pesquisas desde o início do processo eleitoral, Fátima Bezerra (PT) foi confirmada pelas urnas como governadora do Rio Grande do Norte e tornou-se a única mulher que assumirá o comando de um estado a partir de 2019.

Além da ascensão do Partido dos Trabalhadores ao Executivo potiguar, a vitória de Fátima também representa a fragilização dos Alves, família tradicional da política que não conseguiu eleger este ano seu candidato ao Governo do Estado, Carlos Eduardo Alves, bem como seu candidato ao Senado, Garibaldi Filho.

Nem mesmo o apoio da prefeita de Mossoró, Rosalba Ciarlini, viabilizou a vitória de Carlos Eduardo Alves. Os Rosados, por sua vez, também saem enfraquecidos nesta eleição. Além da derrota na disputa pelo Governo do Estado, também não foram exitosos em eleger Larissa Rosado para a Assembleia Legislativa, e Beto Rosado, para a Câmara Federal. Beto Rosado, contudo, ainda aguarda recurso que, se deferido, poderá assegurar seu retorno ao Legislativo em Brasília/DF.

TRAJETÓRIA DE FÁTIMA BEZERA

Apesar de sua vitória sacramentar o insucesso de grupos tradicionais, Fátima Bezerra não é expressão de novidade na política.

Fátima iniciou sua militância no movimento sindical, junto com os colegas educadores. Na condição de presidente da Associação de Orientadores Educacionais do RN (ASSOERN), da Associação dos Professores do RN (APRN) e do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Rio Grande do Norte (SINTE-RN), participou da organização da luta em defesa do magistério e da educação no estado. Fátima teve atuação em favor de conquistas para a categoria, tanto no que diz respeito à valorização profissional como em relação à melhoria da qualidade da educação. Foi eleita deputada estadual em 1994. Na Assembleia Legislativa, atuou por dois mandatos. Há 16 anos, teve início sua atuação como primeira deputada federal do PT-RN. A pré-candidata diz que foram três mandatos pautados no combate às desigualdades sociais e na luta em defesa de um projeto nacional justo, inclusivo e que priorizasse a educação pública, gratuita e de qualidade.

Relatora da lei do Fundeb, a então deputada federal participou da luta pela aprovação do piso salarial dos professores e do novo Plano Nacional de Educação. Fátima também afirma ter participação na construção de 19 novos IFRNs (Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte). No Senado, Fátima Bezerra se posicionou contra o que denomina de golpe – o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, por exemplo – e reitera sua atuação na luta em defesa da conclusão da transposição das águas do rio São Francisco; da agenda municipalista na defesa da implementação do auxílio financeiro aos Municípios; da agenda da educação, com destaque para o Fundeb e a cobrança de recursos destinados aos institutos e universidades federais; da manutenção dos bancos postais; da Chesf, contra a privatização da Eletrobrás; dos investimentos da Petrobras e a Refinaria Clara Camarão no RN; da cobrança de investimento e conclusão de obras na infraestrutura rodoviária, como a conclusão do viaduto Maria Lacerda, Reta Tabajara, entre outros. Também assegura que está na linha de frente contra “a política regressiva e cruel de Michel Temer, bem como contra a Reforma Trabalhista, Reforma Previdenciária e a Emenda 95.”

 

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