Search

Lula inaugura a Barragem de Oiticica, mas população não esquece o verdadeiro responsável pela chegada da água ao RN

Nesta semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarca no Rio Grande do Norte para inaugurar a Barragem de Oiticica, uma obra que já estava 93% concluída no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. A estrutura, fundamental para a segurança hídrica da região, representa um marco para o estado, mas levanta questionamentos sobre a real paternidade da obra e a condução dos investimentos ao longo dos anos.

A transposição do Rio São Francisco, um projeto que se arrastou por 16 anos sob governos petistas, foi marcada por paralisações, desvios de recursos e sofrimento da população nordestina, que precisou conviver com a seca extrema e depender de carros-pipa. Foi somente na gestão de Bolsonaro, com a atuação direta do então ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, que a obra avançou em ritmo acelerado, garantindo a chegada da tão esperada água ao sertão.

O governo Lula, no entanto, tem sido alvo de críticas desde o início do mandato. Populares e lideranças políticas denunciam que, após as eleições, as comportas de água foram fechadas, prejudicando milhares de famílias. Além disso, há o temor crescente de cortes no programa Bolsa Família e o aumento no custo de vida, com alimentos cada vez mais caros nas prateleiras dos supermercados.

LEIA TAMBÉM  Juíza do caso Daniel Alves diz que ‘há provas suficientes’ de que houve um estupro

A insatisfação com o atual governo pode se manifestar em protestos durante a visita presidencial. Setores da sociedade civil já organizam manifestações para cobrar medidas concretas contra a alta dos preços, a garantia da continuidade dos auxílios sociais e, sobretudo, transparência e respeito à história da obra que levou água ao povo do Rio Grande do Norte.

O evento de inauguração da Barragem de Oiticica ocorre em um momento estratégico, a menos de dois anos das próximas eleições presidenciais. A população, porém, demonstra estar atenta e não aceitará narrativas que tentem apagar o trabalho de quem, de fato, fez a água chegar ao Nordeste.

 

por Neide Carlos