O ex-presidente Jair Messias Bolsonaro retorna ao Rio Grande do Norte no dia 14 de junho para concluir a agenda que ficou pendente em virtude de seu estado de saúde na visita anterior. A vinda já começa a movimentar os bastidores da política potiguar, levantando especulações de que a visita pode ser o pontapé para o lançamento do senador Rogério Marinho (PL) como possível nome ao Governo do Estado.
O fato é que a direita tem um objetivo claro: consolidar um apoio massivo à candidatura presidencial de Bolsonaro e fortalecer suas bases nos estados. Rogério Marinho surge como um dos nomes mais fortes nesse processo. Reconhecido por sua atuação como ministro e como senador, tem exercido liderança firme na oposição no Senado, com discursos coerentes e posicionamentos firmes, ganhando respeito inclusive de prefeitos, sobretudo por honrar compromissos e viabilizar recursos para os municípios.
Apesar disso, Bolsonaro já sinalizou que tem em mente um nome nordestino para compor a vice-presidência em sua chapa. Rogério Marinho, com seu perfil técnico e político, pode ser esse nome, compondo uma chapa com forte apelo no Norte e Nordeste.
Por outro lado, o senador Styvenson Valentim, com discurso de independência e combate à corrupção, também é cotado e pode ser o nome da direita para o Governo do RN. Uma possível composição ainda poderia incluir o prefeito Álvaro Dias, que vem se movimentando politicamente, como candidato ao Senado. Outros nomes ventilados para a vaga de senador são Paulinho Freire e Shirley Targino, ambos identificados com a centro-direita e bem articulados em suas regiões.
No entanto, há um fator importante no cenário: o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil). Muito bem avaliado pela população, com forte base popular e respaldo em sua cidade, Allyson também entra no radar como uma possibilidade real de ser o candidato da direita ao Governo do Estado, caso haja uma articulação nesse sentido.
A direita no RN está se organizando para impedir que seus eleitores conservadores migrem para outros partidos considerados incoerentes com os valores do campo conservador. O objetivo é claro: construir uma base sólida e leal para a disputa eleitoral que se avizinha.
A grande virada pode acontecer não só na disputa pela presidência, mas principalmente nas eleições para o Senado, Governo do RN e, eventualmente, na reconfiguração de forças no estado. Como diz o ditado político: “tem muita água pra rolar”, mas a movimentação já começou — e promete ser intensa.
Por Neide Carlos
