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Aliança entre Senado e STF acirra tensão política e aumenta críticas de parlamentares da oposição

Nos bastidores de Brasília, cresce o clima de tensão entre parlamentares da oposição e o Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo informações que circulam entre deputados e senadores, o ministro Alexandre de Moraes teria em mãos provas contra o deputado Hugo Motta e o senador Davi Alcolumbre — apontados como peças-chave para impedir a votação de pautas como a anistia e a intervenção entre os poderes.

Na semana passada, a tensão chegou ao plenário. Deputados e senadores realizaram uma obstrução considerada ordeira e respeitosa, que durou três dias, em protesto contra a não inclusão dessas matérias na pauta. Mesmo após a promessa de avanço, a sessão desta terça-feira, que traria novamente o tema, terminou em frustração: a oposição foi derrotada e a votação não ocorreu.

Parlamentares lembram que os atuais presidentes da Câmara e do Senado foram eleitos com votos de deputados e senadores que hoje cobram maior espaço para propostas alinhadas à direita, mas não encontram abertura para avançar.

Críticas ao STF também se intensificam. O tribunal, segundo opositores, estaria extrapolando suas funções e silenciando parlamentares que criticam a suposta invasão de competências entre os poderes. As ações do ministro Alexandre de Moraes são citadas como exemplo, com diversos deputados alegando perseguição política.

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Além de parlamentares, opositores apontam que há patriotas asilados em outros países e presos políticos — incluindo mulheres sem histórico criminal — que estariam encarceradas por atos como publicações em redes sociais, uso da bandeira do Brasil ou manifestações contrárias ao STF e ao presidente Lula.

Para críticos, esses seriam os critérios usados para abrir processos, prender ou cassar mandatos de opositores, segundo relatos que teriam sido feitos por um ex-assessor de Moraes. O episódio reforça a desconfiança da oposição quanto à imparcialidade do Judiciário e reacende o debate sobre a relação entre os poderes.