O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou uma polêmica campanha de comunicação ao contratar influenciadores digitais com o objetivo de melhorar sua imagem perante a opinião pública. A ação, que envolve perfis de diferentes áreas para produzir conteúdos favoráveis ao Tribunal, não foi bem recebida: pesquisas de opinião indicam que cerca de 80% da população desaprova a iniciativa.
Para críticos, a estratégia soa como tentativa de “maquiagem institucional” em meio a acusações de perseguição política e decisões recentes que colocaram a Corte no centro de debates sobre liberdade de expressão, ativismo judicial e equilíbrio entre os três poderes.
Segundo o STF, o projeto visa “combater a desinformação e esclarecer a atuação da Corte”, mas para grande parte dos brasileiros, trata-se de propaganda paga com recursos públicos para reverter uma imagem abalada por atitudes consideradas autoritárias.
A baixa receptividade à campanha reforça o clima de desconfiança e questionamentos sobre a independência do Judiciário, além de mostrar que ações de marketing dificilmente substituirão a necessidade de decisões mais transparentes e alinhadas à Constituição.
