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Amigo de Lula e ditador da Venezuela é apontado como líder de cartel internacional

Os Estados Unidos ampliaram as acusações contra o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, apontando-o como líder do Cartel de los Soles, organização criminosa envolvida em narcotráfico e considerada terrorista internacional. A ofensiva inclui sanções econômicas, confisco de bens e o aumento da recompensa por sua captura para US$ 50 milhões (cerca de R$ 280 milhões).

Cartel de los Soles sob comando de Maduro

Segundo o Departamento do Tesouro americano, o Cartel de los Soles atua no tráfico internacional de drogas, mineração ilegal, contrabando e apoio a facções criminosas como o Tren de Aragua e o Cartel de Sinaloa. Maduro, junto a líderes chavistas como Diosdado Cabello, é acusado de chefiar a rede que opera dentro das estruturas militares e políticas da Venezuela.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que “Maduro não é presidente legítimo da Venezuela, mas sim chefe de uma organização narcoterrorista que sequestrou o país”.

Recompensa milionária e confisco de bens

A recompensa oferecida pelos Estados Unidos para informações que levem à prisão de Maduro dobrou em 2025, passando de US$ 25 milhões para US$ 50 milhões. Trata-se da maior quantia já oferecida contra um líder político latino-americano.

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Além disso, as autoridades americanas informaram ter confiscado cerca de US$ 700 milhões em ativos ligados ao ditador. Entre os bens estão aviões particulares, mansões na Flórida e República Dominicana, veículos de luxo, joias, cavalos de raça e grandes somas em dinheiro.

Reação do governo venezuelano

Em Caracas, o regime chavista reagiu em bloco às acusações. Maduro se declarou “homem de paz” e afirmou que as denúncias são parte de uma “campanha política de difamação” conduzida pelos Estados Unidos.

Líderes próximos, como o ministro da Defesa Vladimir Padrino López e o chanceler Yván Gil, também classificaram as medidas como “propaganda” e “injerência estrangeira”.

Contexto internacional

O Cartel de los Soles é citado há mais de duas décadas em investigações internacionais. A organização teria surgido entre militares venezuelanos nos anos 1990 e se consolidado como um dos maiores grupos de narcotráfico da América Latina, atuando em parceria com as FARC na Colômbia.

Nos últimos anos, ex-oficiais como Hugo “El Pollo” Carvajal, ex-chefe de inteligência venezuelano, admitiram envolvimento em esquemas de tráfico de drogas, corroborando parte das acusações feitas por Washington.

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Pressão crescente

Com a nova designação do cartel como organização terrorista e o aumento da recompensa, Washington intensifica sua estratégia de isolamento político contra o regime de Maduro. Analistas internacionais, no entanto, avaliam que as medidas têm mais peso simbólico do que prático, já que o ditador mantém forte apoio interno das Forças Armadas e alianças estratégicas com países como Rússia, China e Irã.