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Tribuna Popular aborda prevenção ao suicídio e importância do cuidado com a saúde mental

A Câmara Municipal de Mossoró recebeu, nesta quarta-feira (9), a médica psiquiatra Thaísa Állya na Tribuna Popular para tratar sobre o Setembro Amarelo, campanha de conscientização e prevenção ao suicídio. A participação ocorreu a convite do vereador Ozaniel Mesquita (UB).

Durante a fala, a médica destacou a importância de ampliar o diálogo sobre saúde mental e combater o estigma relacionado ao suicídio. Segundo Thaísa, falar sobre o tema de forma responsável pode contribuir para identificar situações de risco e encaminhar pessoas em sofrimento para atendimento adequado.“Saúde mental no Brasil ainda é um assunto muito delicado, ainda gera muitos desconfortos e as pessoas não querem muito conversar sobre isso. Quando a gente traz que esse é um assunto de saúde pública, traz mais acessibilidade para que as pessoas possam falar”, afirmou.

A psiquiatra também chamou atenção para a importância de uma escuta qualificada. Segundo ela, diante de manifestações de desesperança ou falas relacionadas à morte, familiares e pessoas próximas devem evitar minimizar o sofrimento e procurar compreender a gravidade da situação.Thaísa explicou que perguntar diretamente sobre pensamentos de suicídio não incentiva a prática e pode ajudar na avaliação do risco. Para ela, é importante observar se a pessoa já realizou tentativas anteriores, se pensou em meios para tirar a própria vida ou se apresenta comportamentos de despedida.

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Em situações de risco iminente, a médica ressaltou que o suicídio deve ser tratado como uma emergência médica.“Tal qual um infarto, um risco iminente de suicídio é uma emergência médica”, destacou. Nesses casos, a psiquiatra orientou a procura imediata pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), por meio do número 192, ou por uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Ela também ressaltou que pessoas em risco não devem permanecer sozinhas e que o cuidado deve ser compartilhado com familiares ou outras pessoas de confiança.

Nos casos em que não há risco imediato, ela explicou que a rede de atenção psicossocial oferece diferentes portas de entrada, como as Unidades Básicas de Saúde (UBSs), as equipes de Estratégia Saúde da Família, os Centros de Atenção Psicossocial (Caps) e os ambulatórios especializados. “O suicídio é evitável e depende de todos nós”, concluiu.