A realidade vivenciada pelas famílias atípicas de Mossoró foi tema da Tribuna Popular da Câmara Municipal de Mossoró, nesta quarta-feira (16). No plenário, Paula Roberta Rodrigues falou sobre os desafios enfrentados por mães, crianças e familiares e apresentou o trabalho desenvolvido pela Associação de Famílias Atípicas do Rio Grande do Norte (AFARN), fundada por ela.
Mãe atípica de uma criança de 7 anos, Paula contou que a criação da associação surgiu a partir de uma experiência difícil vivenciada por ela própria. Durante uma crise do filho, imagens e áudios da situação foram encaminhados ao Conselho Tutelar, episódio que, para Roberta, mostrou a falta de compreensão que ainda existe na sociedade em relação à rotina e às dificuldades enfrentadas pelas famílias atípicas.
A partir da experiência, Paula explicou que passou a buscar formas de acolher outras mães e famílias que enfrentam situações semelhantes. “A AFARN surgiu com o propósito de fortalecer essa rede de apoio, dar visibilidade às demandas das famílias e ampliar o diálogo com o poder público e a sociedade”, disse.
Durante a participação na Tribuna Popular, Paula destacou que os desafios não se restringem às crianças. “Mães, pais, irmãos e demais familiares também precisam de acolhimento, orientação e suporte para lidar com as diferentes situações que fazem parte da rotina de uma família atípica”, reforçou.
Ela ressaltou ainda a importância de ampliar a compreensão da sociedade sobre situações de crise e sobre as necessidades específicas de crianças e adolescentes atípicos, evitando julgamentos e contribuindo para uma rede de proteção mais preparada para atender essas famílias.
Na Câmara, Paula pediu apoio para fortalecer e ampliar o trabalho desenvolvido pela AFARN em Mossoró. A participação na Tribuna Popular também buscou chamar a atenção do poder público para a necessidade de políticas e ações voltadas não apenas às pessoas atípicas, mas a todo o núcleo familiar.
A Tribuna Popular é um espaço da Câmara Municipal de Mossoró destinado à participação da sociedade civil, permitindo que cidadãos, entidades e movimentos apresentem demandas, projetos e temas de interesse da população diretamente no plenário do Legislativo.
