A indústria do Rio Grande do Norte registrou em agosto de 2026 crescimento de 0,1% na produção física, na comparação com o mesmo mês de 2025. O resultado é o primeiro saldo positivo após uma sequência de dez meses de queda. Por outro lado, nos últimos 12 meses, a indústria geral potiguar acumula retração de 8,1%. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF/IBGE), analisados pelo Observatório da Indústria Mais RN, núcleo de planejamento estratégico da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (FIERN).
Em agosto, o RN ficou na 6ª posição entre os 17 estados pesquisados e foi o único do Nordeste com variação positiva. No mesmo período, a indústria nacional recuou 1,2%. Em julho, a indústria potiguar havia caído 4,5%.
O desempenho mensal, porém, contrasta com os indicadores de prazo mais longo. De janeiro a agosto de 2026, a indústria do RN acumula queda de 10,7%, a maior perda entre os estados pesquisados. Em 12 meses, de setembro de 2025 a agosto de 2026, a retração é de 8,1%.
“A Pesquisa Industrial Mensal nos ajuda a ter uma dimensão da atividade industrial potiguar mês a mês. Apesar do leve crescimento no mês de agosto, o cenário é negativo no acumulado do ano e nos últimos 12 meses”, afirma Pedro Albuquerque, analista do Observatório da Indústria.
Confecção é destaque e extrativas voltam a crescer
A indústria extrativa avançou 2,3% em agosto e passou a registrar alta de 0,8% no acumulado de 12 meses. No acumulado de 2026, porém, ainda tem queda de 1,4%.
A confecção e vestuário foi o destaque positivo, com alta de 33% em agosto e 41,5% no acumulado do ano. É a única atividade industrial do estado com crescimento nesse período.
Alimentos e petróleo em queda
Em sentido oposto, o segmento de petróleo e biocombustíveis recuou 5,0% no mês, e os derivados de petróleo tiveram a maior queda do acumulado de janeiro a agosto, de 21,6%.
Já o setor de produtos alimentícios caiu 12,1% em agosto e acumula retração de 6,6% de janeiro a agosto.
