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Supermercados e combustíveis sustentam crescimento de 3% do comércio potiguar no ano

Supermercados e combustíveis sustentam crescimento de 3% do comércio potiguar no ano

Análise do Instituto Fecomércio RN sobre a PMC, divulgada nesta quinta-feira (15) pelo IBGE, aponta avanço acima da média nacional entre janeiro e agosto

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

As vendas de supermercados e combustíveis sustentaram o crescimento de 3% do comércio varejista do Rio Grande do Norte entre janeiro e agosto de 2026, segundo análise do Instituto Fecomércio RN (IFC). Com esse resultado, o estado avançou acima da média brasileira, de 1,7%, e registrou o quarto melhor desempenho do Nordeste no período. O levantamento tem como base a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada nesta quinta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A expansão acumulada reflete, sobretudo, o desempenho do varejo potiguar no primeiro quadrimestre. Embora o setor tenha perdido ritmo nos meses seguintes, as vendas dos oito primeiros meses permaneceram superiores às do mesmo período de 2025, já descontada a inflação. No ano passado, o comércio estadual também havia crescido, com alta de 3,1% entre janeiro e agosto.

Para o presidente do Sistema Fecomércio RN, Marcelo Fernandes de Queiroz, os números mostram a importância de fortalecer as condições de consumo e a atividade empresarial. “O comércio potiguar mantém um resultado positivo no ano, com a contribuição de segmentos que fazem parte do cotidiano das famílias, como supermercados e combustíveis. Ao mesmo tempo, a desaceleração exige atenção. Precisamos de condições de crédito que favoreçam o consumo responsável e permitam aos empresários planejar seus investimentos com mais segurança”, afirma.

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Crédito pesa sobre o desempenho de agosto

Na análise específica de agosto, o Instituto identifica que a queda nas vendas de móveis e eletrodomésticos e de equipamentos para escritório, informática e comunicação puxou a retração de 4,4% do varejo estadual em relação ao mesmo mês de 2025. São atividades mais dependentes de crédito e, por isso, mais sensíveis aos juros elevados e às restrições associadas à inadimplência.

O resultado interrompeu uma sequência de 16 meses de crescimento na comparação com o mesmo mês do ano anterior. O IFC ressalta, porém, que agosto de 2025 havia registrado uma alta de 7,2%, o que estabeleceu uma base elevada para a comparação deste ano.

Já no comércio varejista ampliado, que também inclui veículos, motocicletas e peças, materiais de construção e atacado especializado em alimentos e bebidas, a retração de agosto foi menor, de 2,4%. Segundo a análise do Instituto, o desempenho positivo das atividades de veículos e do atacado de alimentos contribuiu para atenuar a queda. No acumulado de janeiro a agosto, o varejo ampliado potiguar cresceu 2%.

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Apesar da desaceleração, a avaliação do Instituto Fecomércio RN é de que 2026 deve terminar com crescimento da atividade comercial no estado.