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Ministros vão ao Mato Grosso do Sul e reforçam proteção às comunidades indígenas

Ministros vão ao Mato Grosso do Sul e reforçam proteção às comunidades indígenas
Direitos humanos

Ministros vão ao Mato Grosso do Sul e reforçam proteção às comunidades indígenas

Devido às denúncias de ameaças e violência após o segundo turno das eleições os ministros dos Povos Indígenas, da Justiça e dos Direitos Humanos estiveram no estado em resposta interministerial para proteção das comunidades, verificação dos fatos e encaminhamento aos órgãos de investigação

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Agência Gov | Via Funai
31/10/2026 22:06

Rony Eloy
Durante coletiva de imprensa, ministros falaram sobre a importância da presença do Governo Federal nos territórios indígenas

O Governo Federal vem atuando em uma série de iniciativas com foco na proteção de comunidades indígenas. As ações ocorrem em meio a denúncias de ameaças, racismo e violência contra os indígenas no contexto pós-eleitoral, especialmente em comunidades do Mato Grosso do Sul. A gravidade das ocorrências motivou resposta interministerial para proteção das comunidades, verificação dos fatos e encaminhamento aos órgãos de investigação.

Neste sábado (31/10), o ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, e a ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Janine Mello, visitaram as Aldeias Taquapery, em Coronel Sapucaia (MS), e Sassoró, em Tacuru (MS), para reforçar as ações do governo na região e avaliar, em diálogo direto com as lideranças, a necessidade de medidas adicionais.

Em Dourados (MS), o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, realizou uma reunião de trabalho com as forças de segurança pública, abrangendo Polícia Federal (PF), Polícia Rodoviária Federal (PRF), Força Nacional de Segurança Pública (FNSP) e órgãos estaduais, incluindo a Secretaria de Segurança Pública, Polícia Civil e Polícia Militar.

Durante coletiva de imprensa no início da tarde, o ministro dos Povos Indígenas falou sobre a importância da presença do Governo Federal nos territórios.

A nossa presença foi fundamental para ouvir diretamente das lideranças indígenas todas as denúncias e trazer uma devolutiva sobre o que vem acontecendo. Nós estamos, desde segunda-feira, recepcionando e tratando essas informações, qualificando esses dados e encaminhando para os órgãos competentes”, ressaltou Eloy Terena.

“O Governo Federal está com vocês e não irá tolerar essas violências. E a nossa presença física aqui reforça esse compromisso com a proteção e o respeito dos direitos dos povos indígenas”, completou.

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Equipes da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) em Mato Grosso do Sul também foram deslocadas às aldeias de onde partiram denúncias, para qualificar informações e prestar apoio. O Ministério dos Povos Indígenas (MPI) mantém interlocução contínua com lideranças indígenas e unidades regionais da Fundação, com acompanhamento pelo Departamento de Mediação e Conciliação de Conflitos Fundiários Indígenas (DEMED).

PRONTA RESPOSTA — O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, ressaltou que “o Estado brasileiro tem que estar com pronta resposta para onde esse tipo de ocorrência se verificar. Identificando o que é real, o que procede, apurando responsabilidades, estabelecendo procedimentos adequados para fazer frente a essas questões. O que nós queremos é ser absolutamente rigorosos para que nenhuma dessas práticas possam ocorrer sem a responsabilização. E, por outro lado, queremos tranquilizar a todos de que outros episódios não aconteçam mais”.

Até 30 de outubro, o monitoramento do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) reunia 189 denúncias de todo o país, com episódios de violência política, intimidação e discriminação relacionados às Eleições Gerais de 2026. Entre eles, estavam casos de agressões físicas, xenofobia e, principalmente, assédio eleitoral no trabalho. No caso dos povos indígenas, o MPI recebeu 10 denúncias que já foram encaminhadas aos órgãos responsáveis pelas investigações.

No Mato Grosso do Sul, foram disponibilizadas todas as forças policiais operacionais e de inteligência, para tratar as denúncias de violência política contra povos indígenas. Além do efetivo da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal e da Força Nacional, o MJSP trabalha em uma força-tarefa com as polícias estaduais para que as comunidades sejam devidamente protegidas.

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A Superintendência da PF em Campo Grande e as cinco delegacias no interior do estado receberam a orientação de se dedicarem 24 horas por dia à identificação de relatos e à adoção de providências. Da mesma forma, a inteligência da PRF no local está voltada ao suporte e ao auxílio nas investigações. Além disso, um grupo de trabalho foi criado para facilitar a comunicação e encaminhamento, minuto a minuto, das denúncias recebidas.

Todas as providências necessárias foram adotadas nos casos específicos, que já estão sendo investigados em estágio avançado, e a responsabilização ocorrerá nos termos devidos. É importante ressaltar também que a Força Nacional está adotando um procedimento em que estará sempre no terreno para se deslocar até o local que aconteça qualquer ocorrência com aparência criminosa ou severa”, destacou o ministro da Justiça, César Lima.

DIÁLOGO PERMANENTE — A ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Janine Mello, também destacou a importância de garantir o devido encaminhamento e o acompanhamento dos casos. “A ideia é que a força-tarefa se mantenha pelo tempo que for necessário, em diálogo permanente com o Ministério da Justiça, com a Polícia Federal, com a Defensoria Pública da União e com o Ministério Público”.

Janine completou que, além da atuação da Força Nacional e da Funai nos territórios, o Ministério conta com outra iniciativa que se enquadra no apoio à atual situação.

Nós colocamos à disposição o Programa de Proteção aos Defensores dos Direitos Humanos, que se enquadra de maneira muito adequada para esse tipo de situação. Nossa equipe também está aqui para tentar agilizar e conseguir garantir o melhor atendimento da população indígena de Mato Grosso do Sul”, disse a ministra.

DEFENSORES DE DIREITOS HUMANOS — No estado, o Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos (PPDDH) acompanha 90 pessoas, das quais 86 são indígenas: sendo 84 Guarani e Kaiowá e duas do povo Terena. O objetivo do programa do MDHC é proteger pessoas que estejam em situação de risco ou ameaça em razão de sua atuação na defesa dos direitos humanos.

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DENÚNCIAS — No contexto das denúncias, os ministros reforçaram, durante a coletiva de imprensa, a importância de utilizar os canais oficiais do governo.

“Estamos fazendo esse esforço de organizar as informações que chegam pelos canais para conseguir cruzar esses dados e garantir a celeridade na apuração, investigação e eventual responsabilização de todas as pessoas envolvidas nesses atos”, destacou a ministra.

Quem for vítima ou testemunha deve procurar os canais oficiais: a Polícia Militar, pelo 190, em situação de risco imediato; a Polícia Civil, para registro de boletim de ocorrência; o Ministério Público; e o Disque 100 – Disque Direitos Humanos, além da Ouvidoria dos órgãos e da Plataforma Fala BR. A orientação é que as provas, como capturas de tela, áudios, vídeos e contatos de testemunhas, sejam preservadas.

A coletiva de imprensa contou com a presença de autoridades de diferentes órgãos federais. Compuseram a mesa: Eloy Terena, ministro dos Povos Indígenas; Wellington César Lima e Silva, ministro da Justiça e Segurança Pública; Janine Mello, ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania; Sônia Guajajara, deputada federal; Célia Xakriaba, deputada federal; Sheila de Carvalho, secretária Nacional de Acesso à Justiça; Tassiana Cunha Carvalho, secretária Nacional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos; Fernando Oliveira, diretor-geral da PRF; Humberto Freire, delegado de Amazônia e Meio Ambiente da PF; e Coronel Ronimar Jobim, Coordenador-Geral de Fronteiras e Amazônia.

Com informações da Secretaria de Comunicação Social.

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Link: https://www.gov.br/funai/pt-br/assuntos/noticias/2026/governo-federal-reforca-protecao-de-comunidades-indigenas-em-mato-grosso-do-sul

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