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Novo Acordo do Rio Doce completa dois anos de atuação junto às comunidades quilombolas

Novo Acordo do Rio Doce completa dois anos de atuação junto às comunidades quilombolas
Igualdade racial

Novo Acordo do Rio Doce completa dois anos de atuação junto às comunidades quilombolas

Ministério da Igualdade Racial atua nos processos de consulta e reparação coletiva nos territórios atingidos pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG)

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Agência Gov | Via Ministério da Igualdade Racial
06/11/2026 22:37

José Cruz/Agência Brasil
Objetivo é garantir que comunidades tenham acesso às informações necessárias e possam decidir sobre as propostas de reparação

O Novo Acordo do Rio Doce completou dois anos de homologação pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na sexta-feira (6/11). Firmado pelo Governo do Brasil, pelos governos de Minas Gerais e do Espírito Santo, o acordo contou com a participação do Ministério da Igualdade Racial (MIR) e de outras 12 pastas do Governo Federal, além de seis autarquias e fundações federais. A iniciativa estabelece medidas para reparar os danos causados pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), em novembro de 2015.

A atuação do MIR está concentrada especialmente no Anexo 3 do acordo, que prevê medidas de reparação e compensação por danos coletivos aos povos indígenas, às comunidades quilombolas e aos povos e comunidades tradicionais. Entre as responsabilidades da pasta estão a articulação com as comunidades, a promoção do diálogo e o acompanhamento dos processos de consulta prévia, livre e informada, assegurando que as populações participem das decisões que afetam seus territórios e modos de vida.

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Conheça mais sobre o Acordo

Protagonismo quilombola

Com o avanço da implementação do acordo, a atuação do MIR passou a contemplar processos de consulta prévia, livre e informada (CLPI), conduzidos em diálogo com as organizações e lideranças locais. O objetivo é garantir que as comunidades tenham acesso às informações necessárias e possam decidir, de forma autônoma, sobre as propostas de reparação coletiva.

Na comunidade quilombola de Degredo, no Espírito Santo, o MIR desenvolveu um trabalho contínuo de articulação com a Associação dos Pescadores e Extrativistas e Remanescentes de Quilombo do Degredo (ASPERQD). Entre setembro de 2025 e abril de 2026, equipes do MIR realizaram visitas, reuniões comunitárias e agendas de campo para apresentar o acordo e construir a consulta junto às lideranças e às representações dos oito troncos familiares. Ao final, a comunidade aprovou o modelo de reparação em quatro assembleias territorializadas, respeitando as formas próprias de organização do território e os parâmetros da Convenção.

Em junho de 2026, a atuação da pasta também contribuiu para a aprovação de acordos de reparação coletiva nas comunidades quilombolas de Povoação, no Espírito Santo, e Santa Efigênia, em Minas Gerais. Na comunidade capixaba, o processo de consulta prévia conduzido pelo MIR resultou na aprovação da proposta pela comunidade. Já em território mineiro, a decisão pelo aceite ao acordo foi tomada em assembleia, com participação comunitária.

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Novo Acordo do Rio Doce

Assinado em 25 de outubro de 2024 e homologado pelo STF em 6 de novembro do mesmo ano, o Novo Acordo do Rio Doce prevê R$ 170 bilhões em recursos, considerando valores já executados, indenizações e novos compromissos das empresas responsáveis. O instrumento estabelece medidas de reparação ambiental, social e econômica, com participação dos poderes públicos e atenção às populações atingidas.

Convenção

A Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho trata sobre Povos Indígenas e Tribais e foi adotada em Genebra, em 27 de junho de 1989. No Brasil, essa Convenção foi aprovada pelo Decreto Legislativo nº 143, de 20 de junho de 2002. A Convenção define quem são os povos originários, além de afirmar a obrigação dos governos em reconhecer e proteger os valores e práticas sociais, culturais religiosos e espirituais próprias desses povos.

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Link: https://www.gov.br/igualdaderacial/pt-br/assuntos/noticias/novo-acordo-do-rio-doce-completa-dois-anos-de-atuacao-junto-as-comunidades-quilombolas

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