Search

Deputado José Dias reforça posição contra projeto que fixa ICMS em 20%

Um estudo da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do RN (Fecomércio) mostra que os estados do país que apresentaram maior crescimento de arrecadação do ICMS foram os que mantiveram a alíquota do imposto inalterada. Os dados são referentes até agosto deste ano e levam em consideração um período de 12 meses.

A análise foi repercutida na Sessão Plenária desta quinta-feira (09) pelo deputado estadual José Dias (PSDB), para reforçar seu posicionamento contrário ao projeto que pretende manter o imposto estadual ICMS em 20% no ano que vem, conforme mensagem governamental enviada à Assembleia Legislativa (ALRN).

“Nós chegamos no limite que o povo já está, isso é uma matéria que a gente vem apresentando como justificativa para a nossa posição”, declarou José Dias, que é contra a matéria do Executivo.

O parlamentar também rebateu o argumento apresentado pela administração estadual, que afirma que o Estado precisa manter a alíquota-modal do ICMS em 20% no próximo ano em razão da reforma tributária. O projeto em discussão no Congresso prevê um período de parametrização das receitas que irá basear a distribuição do bolo tributário quando começarem a incidir os efeitos da reforma. Conforme o governo estadual, caso o Estado arrecade menos que os demais estados, sofrerá perdas tributárias significativas nos próximos 50 anos.

LEIA TAMBÉM  Números apresentados pela Fecomércio RN mostram que Mossoró Cidade Junina 2024 movimentou mais de R$ 358 milhões

“Sobre a reforma tributária, ninguém sabe o que vai acontecer, pois ela vai dar seu passo inicial daqui a sete anos e tem 50 anos para ser concluída. Há uma incógnita total, pois só na votação do Senado apareceram mais de 800 emendas, depois volta para a Câmara, então é uma balela essa argumentação”, declarou José Dias.

O parlamentar também discordou do argumento que afirma que a aprovação do projeto seria necessária para garantir o pagamento do 13º salário dos servidores estaduais. Ele contrapôs a ideia afirmando que o ICMS em 20%, caso seja aprovado, só começará incidir no próximo ano; já o 13º tem que ser pago ainda em 2023.

“Eu tenho a convicção de que estou defendendo os legítimos interesses do povo do RN e acho que uma forma de nós realmente incentivarmos o comércio, recuperamos a Cidade Alta, enfim, levarmos o RN para um futuro melhor, é se dermos condições para as pessoas investirem e trabalharem e não é o que o governo quer”, concluiu.