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Com faturamento de R$ 366 milhões, Mossoró Cidade Junina se consolida como o maior motor econômico do RN

Estudo do Instituto Fecomércio RN e UERN revela que o festival atraiu 1,5 milhão de pessoas, gerou mais de 7,5 mil empregos e injetou milhões na hotelaria, comércio e setor informal.

MOSSORÓ (RN) — Muito além dos trios elétricos, das quadrilhas e do brilho dos holofotes na Estação das Artes, o Mossoró Cidade Junina (MCJ) provou ser a maior engrenagem de desenvolvimento socioeconômico do Rio Grande do Norte. Segundo dados consolidados da pesquisa promovida pelo Instituto Fecomércio RN (IFC) em parceria com a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) e a CDL, a última edição do evento movimentou a marca histórica de R$ 366 milhões.
O levantamento, que acompanha o impacto da festa há cinco edições consecutivas, confirma que os investimentos públicos no evento trazem retorno direto para a população, multiplicando receitas no comércio de rua, serviços, gastronomia e hotelaria.
A Força do Pingo e a Ocupação Hoteleira
Durante os quase 30 dias de programação, mais de 1,5 milhão de participações foram registradas nos diversos polos da festa. O grande catalisador desse fluxo é o tradicional bloco junino Pingo da Mei Dia, que atrai sozinho mais de 230 mil pessoas.
Esse pico de visitantes garante uma taxa de ocupação hoteleira próxima de 100% nos finais de semana de maior movimento, injetando cerca de R$ 8 milhões diretamente no setor de hospedagens.

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“Os números históricos nos alegram e reafirmam a importância desse investimento que tem um retorno direto para a população”, destacou Marcelo Queiroz, presidente do Sistema Fecomércio RN.

Geração de Emprego e Renda na Ponta
O estudo aponta que o impacto econômico do MCJ é altamente inclusivo. Foram gerados mais de 7.500 postos de trabalho diretos e indiretos. Para vendedores ambulantes, permissionários de barracas e motoristas de aplicativo, o evento funciona como uma espécie de “13º salário antecipado” ou a principal fonte de capital de giro do ano.
O gasto médio diário por turista foi estimado em R$ 393,00, enquanto os moradores de Mossoró desembolsaram em média R$ 230,00 por dia de festa. O comércio local também colhe os frutos: os estabelecimentos da cidade aumentaram em 41% seus investimentos em estoque e contratações para atender à demanda da temporada.
Turismo de Fronteiras Abertas e Aprovação Recorde
A pesquisa revelou que 55,7% do público é formado por residentes locais e 44,3% por turistas. Entre os visitantes de fora do estado, o fluxo proveniente do Ceará (com destaque para Fortaleza) quase dobrou em relação aos anos anteriores, acompanhado por turistas da Paraíba, Pernambuco e do Sudeste.
A experiência do público refletiu-se em índices expressivos de aprovação: o evento obteve uma nota média de 9,51. Estrutura física, segurança e organização foram os pontos mais elogiados, resultando em uma taxa de 94% de visitantes que afirmam que pretendem retornar nas próximas edições.
Com essa performance, Mossoró reafirma sua posição no topo do ecossistema de grandes eventos do Nordeste, provando que tradição cultural e planejamento econômico, quando caminham juntos, geram riquezas que permanecem na cidade muito depois que o som da sanfona se desliga.

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