A trajetória da indústria do café no Rio Grande do Norte e as novas oportunidades para a produção potiguar foram temas do painel “Resgate histórico da indústria do café do RN”, apresentado pelo diretor 1º secretário da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (FIERN) e presidente do SINDCAFÉ-RN, Heyder Dantas, ao lado do engenheiro-agrônomo Jheyson Dantas. A atividade integrou o seminário Inovação na Cafeicultura, realizado durante a Festa do Boi, na última sexta-feira (16).
Durante a apresentação, Heyder relembrou a história das torrefações que marcaram o setor no estado. Segundo o diretor da FIERN, em Natal, cinco indústrias de café iniciaram suas atividades entre as décadas de 1950 e 1960, mas encerraram suas operações entre as décadas de 1980 e 1990. No interior, empresas do Seridó, como Café Bangu, Café Ouro Branco e Café Itans, mantiveram a atividade, enquanto o Café Kimimo, de Mossoró, encerrou suas operações no mesmo período.
O dirigente também destacou a trajetória da marca Santa Clara, que iniciou suas atividades no Oeste potiguar, na década de 1960, e conquistou espaço no mercado nacional.
Além do resgate histórico, o painel abordou novas perspectivas para a cafeicultura no RN. De acordo com ele, pequenos produtores têm investido no cultivo de café em regiões serranas, associando a atividade ao turismo ecológico e à produção de cafés especiais. “O movimento favorece o surgimento de pequenas unidades de beneficiamento e processamento, além de ampliar as possibilidades de atuação em nichos de mercado”, disse.
Segundo Heyder Dantas, o SINDCAFÉ-RN busca contribuir para a continuidade e o desenvolvimento dessas iniciativas, fortalecendo a atividade cafeeira e criando oportunidades para pequenos produtores e empreendedores. A apresentação também destacou as mudanças no consumo e o espaço conquistado por cafés especiais, cafeterias e pequenas indústrias.
