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Encontro na Festa do Boi destaca atuação da Engenharia de Alimentos na indústria potiguar

Encontro na Festa do Boi destaca atuação da Engenharia de Alimentos na indústria potiguar

Da produção de alimentos à gestão industrial, passando pelo desenvolvimento de produtos, controle de qualidade e segurança alimentar, a Engenharia de Alimentos está presente em diferentes etapas da cadeia produtiva. Essa diversidade de atuação foi destaque nesta sexta-feira (16), durante a programação da Agência Sebrae na Festa do Boi 2026, em um encontro que reuniu profissionais e estudantes para discutir a importância da profissão para a indústria potiguar e as possibilidades de inserção no mercado de trabalho.

A programação teve início com a palestra “Você sabe o que faz um Engenheiro de Alimentos? Descubra a profissão e conheça o curso da UFRN”, ministrada pela professora Beatriz de Cássia Martins Salomão, do Departamento de Engenharia de Alimentos da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Na sequência, a mesa-redonda “Engenharia de Alimentos e o fortalecimento da indústria potiguar”, conduzida pela professora Márcia Regina da Silva Pedrini, chefe do departamento, reuniu profissionais com experiências em diferentes segmentos. O encontro buscou aproximar os estudantes da realidade do mercado de trabalho, apresentando possibilidades de atuação que vão além das atividades tradicionalmente associadas à profissão.

Entre os participantes, o engenheiro de alimentos Nilbert Andrade compartilhou sua experiência na gestão industrial. Atualmente gerente na Camanor, empresa do setor de produtos marinhos, ele atua em três etapas da cadeia produtiva do camarão: beneficiamento, fabricação de ração e produção animal.

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Durante sua participação, Nilbert destacou que a formação multidisciplinar permite ao engenheiro de alimentos assumir funções que envolvem tanto o conhecimento técnico quanto a gestão de equipes, processos e custos. Além da atuação na indústria, ele também presta consultoria a pequenos negócios, auxiliando na avaliação de processos produtivos e no desenvolvimento de produtos.

Ao compartilhar sua trajetória, o profissional incentivou os estudantes a aproveitarem as oportunidades de aprendizagem durante a graduação, como projetos de pesquisa, estágios e atividades práticas, experiências que considera importantes para a preparação profissional.

“A universidade oferece muitas oportunidades de aprendizado, e é importante aproveitar esse período ao máximo. Participar de projetos de pesquisa, buscar experiências práticas e estar aberto a novos conhecimentos faz muita diferença quando chegamos ao mercado de trabalho”, destacou Nilbert.

A diversidade de caminhos profissionais também apareceu no relato da engenheira de alimentos Thayse Negreiros. Formada pela UFRN, ela compartilhou experiências em segmentos como produtos lácteos, bebidas e alimentos destinados à exportação, além de sua atuação atual na indústria de panificação e na consultoria técnica para alimentação animal.

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Entre as experiências, destacou sua participação na implantação de um sistema de gestão de segurança de alimentos em uma empresa exportadora de açaí em pó. A atuação exigiu conhecimentos sobre legislação, controle de processos e padrões internacionais de qualidade, reforçando uma das principais responsabilidades da profissão: garantir a segurança dos alimentos que chegam ao consumidor.

“A gente lida com vidas. O que a gente produz é para dentro do organismo das pessoas, então tudo tem que ser muito bem controlado, tudo tem que ser muito bem estipulado nos processos”, destacou Thayse.

A contribuição da Engenharia de Alimentos para os pequenos negócios também foi abordada pela engenheira Maria José de Souza, consultora do Sebrae-RN. Durante o encontro, ela destacou sua atuação no acompanhamento técnico de empreendimentos, incluindo a adequação de processos produtivos, a regularização de estabelecimentos e o registro de produtos.

Maria José também apresentou sua experiência no Movimento Feito Potiguar, iniciativa do Sebrae-RN voltada à valorização da produção local, dando visibilidade aos produtos, sabores e tradições que representam a identidade do estado. Segundo a engenheira, o movimento já reúne 202 empresas participantes, contribuindo para ampliar o reconhecimento dos produtos potiguares e as oportunidades de comercialização.

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“A gente tem muita coisa boa aqui no Rio Grande do Norte. Hoje, somos 202 empresas participando do movimento, abrindo portas e oportunidades para que elas possam mostrar seus produtos, a qualidade e o potencial do nosso estado”, destacou Maria José.

A engenheira ressaltou ainda a importância da assistência técnica na preparação dos pequenos negócios para o mercado. Durante o encontro, compartilhou experiências de acompanhamento a produtores, desde a estruturação dos estabelecimentos até a regularização das atividades e o registro dos produtos, etapas importantes para garantir a qualidade e ampliar as possibilidades de comercialização.

A discussão fez parte da programação da Agência Sebrae na Festa do Boi 2026, que reúne atividades voltadas ao empreendedorismo, à inovação e ao desenvolvimento de diferentes setores da economia potiguar. Realizado no Parque Aristófanes Fernandes, em Parnamirim, o evento segue até este sábado (17).