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Artigo da Revista do TCU analisa papel do controle externo nas políticas extrafiscais

Artigo da Revista do TCU analisa papel do controle externo nas políticas extrafiscais

Artigo da Revista do TCU analisa papel do controle externo nas políticas extrafiscais

Estudo analisa como tribunais de contas podem contribuir para a transparência, o monitoramento e a avaliação de políticas públicas implementadas por meio da concessão de benefícios e incentivos fiscais

Por Secom

A Revista do Tribunal de Contas da União (RTCU) publicou, nesta segunda feira (13/10), o artigo “Extrafiscalidade e controle externo: perspectiva dos referenciais do TCU e caso do TCE-CE“, de autoria de Rebeca Moreira de Queiroz, advogada, mestre em Direito pela Universidade Federal do Ceará (UFC) e especialista em Direito e Processo Tributários pela Universidade de Fortaleza (Unifor).

O estudo examina a relação entre o uso da tributação como instrumento de implementação de políticas públicas e os mecanismos de fiscalização e controle dessas iniciativas, com destaque para a atuação do Tribunal de Contas da União (TCU).

A extrafiscalidade ocorre quando o Estado utiliza tributos, incentivos e benefícios fiscais não apenas para arrecadar recursos, mas também para estimular ou desestimular comportamentos e alcançar objetivos econômicos, sociais e ambientais. Embora essas medidas possam contribuir para a redução das desigualdades, envolvem renúncias de receitas públicas e, portanto, exigem acompanhamento, para verificar se os resultados pretendidos estão sendo alcançados.

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Nesse contexto, a pesquisa analisa dois instrumentos elaborados pelo TCU: o Referencial de controle de políticas públicas, de 2020, e o Referencial de controle de benefícios tributários, de 2022. Os documentos sistematizam critérios e boas práticas para orientar a avaliação dessas iniciativas, com atenção à governança, à transparência, ao monitoramento e à mensuração dos resultados.

O artigo também apresenta uma auditoria realizada pelo Tribunal de Contas do Estado do Ceará (TCE-CE) sobre renúncias de receitas referentes aos exercícios financeiros de 2019 e 2020. A fiscalização identificou nove achados de inconformidade, relacionados, dentre outros aspectos, à ausência de estudos de impacto orçamentário-financeiro, a deficiências no acompanhamento dos benefícios fiscais, a inconsistências nos registros contábeis e à necessidade de aprimorar a transparência das informações.

A partir desse caso, a autora destaca que a implementação das medidas corretivas e o aperfeiçoamento dos mecanismos de controle são processos que demandam acompanhamento contínuo, com resultados que tendem a se consolidar em médio e longo prazos. O estudo ressalta, ainda, a importância da atuação articulada dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, dos órgãos de controle, dos entes federativos e da sociedade civil, para assegurar que os benefícios fiscais atendam às finalidades que justificaram sua concessão.

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Dentre as conclusões, a pesquisa aponta que o controle efetivo das políticas extrafiscais depende da adoção de critérios objetivos de avaliação, da disponibilização de informações claras e acessíveis e do monitoramento dos resultados. Essas medidas contribuem para uma gestão pública mais transparente e responsável, capaz de demonstrar se as renúncias de receitas geram benefícios concretos para a sociedade.

O artigo está disponível na edição 157 da Revista do TCU, publicada em fluxo contínuo, em 2026.

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Secom: ISC/aw

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